eu ainda sou do tempo da monarquia na Grécia, do Rei Constantino...
quase quase da Grécia Antiga de Esparta e Atenas, dos filósofos, das raízes culturais que primeiro alimentaram a Europa,
dá-me um aperto no coração isto de ver como é fácil atirá-la para o caixote do lixo...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
e vão dois
viver numa zona de parquímetros tem destes sons. BIP... BIP! São fiscais à caça dos tickets de parqueamento no vidro do tablier de cada carro estacionado.
Vêm aos pares. Quatro pares de olhos vigilantes. Quatro pernas dão volta ao quarteirão o dia inteiro e multam, é tudo! É o progresso!
Há carros a mais, há quem precise parar por um instante urgente, mas a urgência tem que esperar que vá até ao fim da rua alimentar de moedas o monstro especado no passeio! Há quem se demore mais do que contava, 'era só deixar o garoto na escola, mas apareceu a professora com aquela da autorização para a saída de estudo...' e foi multada! Teve sorte, ainda assim! Pois o reboque ainda lá estava. Foi só tempo perdido. Conformou-se, antes isto do que um acidente!
BIP... BIP
segunda-feira, 26 de abril de 2010
blues
Ontem vi o documentário "Dundo, memória colonial" de Diana Andringa.
Um regresso às origens, em busca do sentido da vida que foi e da própria identidade. O encontro com o que resta, a decadência das casas e dos lugares, nostálgica e bela. As árvores de troncos caiados de branco, a piscina com água e sons de há 50 anos.
Bom voltar e ver-se naquele tempo, depois de tanto tempo. Encontrar-se nos que eram os outros, agora de cabeças brancas, todos iguais.
Memórias esbatidas e desencontradas na identificação das fotos, com elas nos divertimos. Malgré tout, vivendo compridamente se conquista alguma paz pela sabedoria
... e o nostálgico blue se torna céu azul.
Um regresso às origens, em busca do sentido da vida que foi e da própria identidade. O encontro com o que resta, a decadência das casas e dos lugares, nostálgica e bela. As árvores de troncos caiados de branco, a piscina com água e sons de há 50 anos.
Bom voltar e ver-se naquele tempo, depois de tanto tempo. Encontrar-se nos que eram os outros, agora de cabeças brancas, todos iguais.
Memórias esbatidas e desencontradas na identificação das fotos, com elas nos divertimos. Malgré tout, vivendo compridamente se conquista alguma paz pela sabedoria
... e o nostálgico blue se torna céu azul.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
cortes
Em tempo de cortes pouco mais resta do que cortar no cabelo.
O costume, pedi. A franja pesa, os remoinhos... não tenho paciência! A Brisa foi cortando, os farrapos caindo como flocos no preto da capa. Sem palavras.
Vai ficar mais leve, vai ver! Ficou tudo aqui nas pontas, sussurrou a Brisa. Esta tesoura é mágica!
O costume, pedi. A franja pesa, os remoinhos... não tenho paciência! A Brisa foi cortando, os farrapos caindo como flocos no preto da capa. Sem palavras.
Vai ficar mais leve, vai ver! Ficou tudo aqui nas pontas, sussurrou a Brisa. Esta tesoura é mágica!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
to Switzerland with love
"A feeling of sadness comes over meThat my soul cannot resist:A feeling of sadness and longing,That is not akin to pain,And resembles sorrow onlyAs the mist resembles the rain"Versos de Henry Wadsworth Longfellow, (do nosso livro do 7º ano) para a Ana Barosa, inesquecível.
sábado, 27 de março de 2010
O avental


O avental branco do Padeiro que guardei anos e anos volta hoje à cena, pois é Dia do Teatro.
Pois tire-se da estante o Auto da Compadecida, Teatro no Bolso 11, de Ariano Suassuna. E os folhetos da representação pelo Conjunto Cénico Caldense, cheios de boa memória.
Viva o Teatro! Viva!
segunda-feira, 22 de março de 2010
sementes de violência
são as imagens deste domingo sangrento, sementes de violência, destruição pela destruição
As televisões repetem-nas e multiplicam-nas até à náusea. As bestas são como heróis, guerreiros de arruaça
Gestos que serão mimados hoje por todos os recreios dessas escolas, legitimados pela guerra santa justa das claques acéfalas, manipuladas por quem governa o espectáculo futeboleiro
Violência na escola?! Cópia descarada da violência dominical. Um frango na nossa baliza
As televisões repetem-nas e multiplicam-nas até à náusea. As bestas são como heróis, guerreiros de arruaça
Gestos que serão mimados hoje por todos os recreios dessas escolas, legitimados pela guerra santa justa das claques acéfalas, manipuladas por quem governa o espectáculo futeboleiro
Violência na escola?! Cópia descarada da violência dominical. Um frango na nossa baliza
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